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E esse lance de poética no teatro hein?

Essa palavra poética cheira a declaração de intenções, baliza, busca, paradigmas. No teatro ela torna-se cada vez mais necessária não só como ''escape'' acadêmico mas também para delinear que somos colegas ou até amigos, mas na hora da criação pelo menos nessa hora a diferença tem de aparecer de alguma forma. Nesse cenário ''de tiro, porrada e bomba''  é fazer um pequeno furo na bolha ou minimamente ver através dela para delinear o limite de cada um e o que  pode suportar. Ai entra essa palavra já enjoativa da poética. Qual sua poética?  De vida? de luta? De respiração? De palco? Gogol dizia que na arte a ideia era exibir a vida de corpo inteiro e não discutir argumentos. É uma poética? Ou uma escalada para se através da montanha? O ator, diretor e bailarino, Marcelo Ferreira, define poética como:    ''(...) uma Poética implica jogar luz sobre as motivações técnicas, estéticas, psicológicas e outras que criam as condições de possibilidade para a ...
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Lydon, o agente do caos?

  Que um cara como o John Lydon sempre nadou contra a corrente, não é novidade. Nunca foi. E é saudável. Mas daí a apoiar Trump achei um pouco demais. Bom, ele tem todo o direito. Respeito isso. Mas é péssimo. Não vou parar de ouvir as canções do PIL ou dos Pistols. Não posso confundir o artista com a obra no mesmo pacote o tempo todo, mas quando  você curte a música de alguém você fica sujeito às mancadas ou não da figura, exemplo  alguns absurdos que o Morrissey diz às vezes com suas polêmicas declarações. Tem de tentar separar. Morrissey e Lydon são assim, genuínos. Grandes artistas, fundamentais. Mas o eX- Rotten prova que não é fácil manter esse equilíbrio delicado.  Moz, do mesmo jeito. Mas, de vez em quando não é bom termos um mínimo consenso? Pelo menos um pouquinho de nada? É só pra tentar fazer o mundo um pouco menos caótico do que já está. Ou então o que John Lydon quer é isso mesmo: Ser um agente do caos. Nada mais contestador sob esse prisma. Entretanto ...

Chad: The Godfather of Wakanda.

  Nem vou me alongar, as homenagens merecidas já falam por si só. Só digo que: um ator que interpreta James Brown  de forma sensacional dispensa comentários: WAKANDA FOREVER!!! Veja: No passinho bom Chad, get up!!!   Chad, ''Soul Power'' de raiz, A linda Maju em homenagem para o Chad mais linda ainda: E a  Turma da Mônica do sensacional  Maurício de Souza não podia faltar: Brilhe intensamente Chad.  *** As fotos deste post foram tomadas de empréstimo dos seguintes sites: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/30/turma-da-monica-faz-homenagem-a-chadwick-boseman-obrigada-por-tudo.htm acesso em: 30/082020 https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/maju-coutinho-faz-homenagem-a-chadwick-boseman-ao-vivo-no-e-de-casa-1.2982865 acesso em: 30/082020 http://hollynolly.blogspot.com/2014/05/i-aint-your-baby-moving-new-trailer-for.html acesso em: 30/08/2020 https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/08/29/chadwick-boseman-james-brown-atuac...

Andy Gill, Ecce Homo.

  A COVID-19 tem feito estragos incalculáveis pelo mundo. No Brasil infelizmente temos -até a publicação desse post- mais de cento e vinte mil vítimas, pessoas que poderiam e deveriam estar com seus familiares seguindo o curso das suas vidas e foram ceifados por uma epidemia tão brutal. E pelo resto do mundo continuam os estragos feitos pela doença. Entre personalidades que se foram nessa colheita do mal  tivemos o guitarrista da célebre Gang of Four, Andy Gill. No  comunicado sobre o falecimento do guitarrista o restante banda se pronunciou dizendo o seguinte: “A última turnê de Andy, em novembro, foi a única maneira como ele poderia se despedir: com uma Stratocaster pendurada no pescoço, berrando com barulho dos amplificadores e ensurdecendo as pessoas na primeira fila”. Nada poderia ser mais verdadeiro. Numa reportagem  da finada  Bizz  há alguns anos atrás que trazia um dossiê sobre o papel social da música, tínhamos algumas das ideias do guitarrista so...

Entre a exceção e a regra: notas de um ator vagabundo. Parte 1

Gostaria de partilhar algumas impressões sobre a ''A exceção e a regra''  -''Die Ausnahme Und Die Regel''- escrita por Brecht em 1930,  O texto dito original consta de nove seções, prosa com prólogo e epílogo em verso e seis canções. Jonh Willet no livro ''O teatro de Brecht'' chama-o de ''uma peça curta para escolas''. A ação se passa na Mongólia entre 1900 e 1930. Karl Langmann, um mercador, disputa uma concessão e com o fim de expandir seus negócios requisita  os serviços de uma espécie de carregador particular (um '' Coolie '',   forma pejorativa para trabalhador braçal usada naqueles tempos)e um guia para o ajudar no caminho e chegar a tempo  de tomar posse da propriedade  em Urga, capital da Mongólia, (hoje com o nome de Ulan Bator )   antes de outra caravana que vem ao seu encalço. Ele se diz esperto, com disposição para vencer e munido de uma dureza no trato, em suma quase um empresário e empreend...

Odioso obituário da música: Amy

No dia 23/07/2011  Amy Winehouse infelizmente nos deixou. Sendo muito  sincero eu nem era ligado muito no som dela na época, pois achava que nada poderia ser bom quando você relê sons do passado, (como se outros artistas não fizessem isso o tempo todo e com resultados muito abaixo). Então não vou bancar o sabichão pois até aquele momento só conhecia o hit ''Rehab'' (que música amigos!).  Lembro que me assustei muito quando ela faleceu pois nem sabia bem do histórico ''pé na jaca'' dela, achava que fosse uma jogada de marketing e tal requentando soul, jazz etc. Quanta burrice meus caros, DEPOIS da comoção da sua morte  tentei tomar um certo distanciamento durante um  tempo e depois disso... os álbuns  que ela nos legou , ''Frank'', e ''Back to black'' são verdadeiras pérolas. Uma das minhas prediletas é '' You Know I'm No Good'' que você pode conferir aqui: Com modificações e/ou alterações de sinais na...

O trabalho com a voz no teatro: algumas notas para exame.

  Estar numa sala de pesquisa aprimorando ou tecendo um percurso imaginativo para a  voz é uma desafio constante para o ator a cada nova montagem. Motivos não faltam:  o medo do erro e um possível constrangimento ou falta de confiança (nele ou no grupo), um excesso de confiança, a falta de se escutar e de entender o próprio som da sua voz e que como ela trafega pelo seu corpo, os convencionalismos que deixam o ator a deriva com seu próprio senso comum, acreditar  em caixas de pandora com soluções mirabolantes, não visitar um profissional especializado da voz, ou mesmo com a pouca ou  (falta)  de responsabilidade com seu próprio corpo, no caso a voz e suas passagens, percursos e desmembramentos sonoros em nosso complexo sistema de órgãos interligados . Este texto busca apenas relatar pontos que estão sendo estudados nesse assunto com o objetivo de permutar conhecimentos, dúvidas ou indagações a respeito do trabalho sonoro da voz trabalho e criado pelo ...